FMI prevê que crise financeira terá seu auge em 2009

O diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta segunda-feira (7) que o ano de 2009 terá um duro cenário econômico, mas previu que a atual crise financeira pode ser amenizada até o início de 2010.


"O ano de 2009 será duro, nós no FMI vemos as possibilidades de sair da crise no final de 2009 ou início de 2010", disse o político e economista francês em entrevista coletiva na sede da Presidência dominicana, onde se reuniu com o líder do país, Leonel Fernández.


Strauss-Kahn afirmou que, para isso, os países deverão adotar as políticas, as salvaguardas e as regulações necessárias.


No entanto, insistiu em que persiste a incerteza sobre o tema e destacou que "não há possibilidade de que nenhum país, em nenhum lugar do mundo, possa escapar dessa crise".


Strauss-Kahn disse que a atual crise provocará a perda de empregos em todas as partes do mundo, por isso pediu aos Estados Unidos e aos países europeus para "fortalecer e estimular a economia para evitar essas perdas".


Além disso, ressaltou que as conseqüências da atual crise econômica podem ser particularmente "duras" para os setores de baixa receita e nos países emergentes e em desenvolvimento.


Nesse sentido, afirmou que o FMI faz esforços para colocar à disposição destes países fundos que possam ajudar a combater os efeitos da crise.


Posteriormente, em outra entrevista coletiva, Strauss-Kahn previu que os preços dos produtos alimentícios continuarão em ascensão nos próximos meses e que a baixa do custo de petróleo gerará "muitos problemas" para os países exportadores de petróleo.